Simplício Araújo e Carlos Brandão participam de evento sobre peróxido de hidrogênio

O Governo do Maranhão esteve presente em evento na capital paulista onde foi anunciado a inauguração da nova planta myH2O2, considerada um conceito inovador na produção de peróxido de hidrogênio, com início de suas operações em Imperatriz.

O evento divulgou a primeira planta satélite desenvolvida sob o conceito tecnológico “myH2O2”, patenteado pela Peróxidos do Brasil. O vice-governador Carlos Brandão e o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, compareceram ao evento na segunda-feira (27) e o governador Flávio Dino deve visitar as instalações na quarta-feira (29).

Com um projeto avaliado em de cerca de R$ 40 milhões, o empreendimento vai fornecer insumos para a Suzano Papel e Celulose e tem na unidade do Maranhão uma grande fonte de matéria-prima.

Para Carlos Brandão, o Governo do Maranhão tem feito um grande trabalho no sentido de atrair investidores. “Nessa área, em pouco mais de um ano foi feita uma visita por esta empresa ao nosso Governo. Avaliamos as perspectivas do investimento. Logo, aprovamos a proposta e já iremos concretizar os trabalhos nesta quarta-feira, 29. Portanto, o que o nosso Estado tem demonstrado para todo o mundo é que está de portas abertas para novos investimentos”, reforçou.

O vice-governador também falou da prospecção de negócios internacionais, citando a recentemente visita de comitiva maranhense à Ásia, coordenada por membros do Governo do Estado em busca de oportunidades.

“Temos grandes projetos em andamento em nosso Estado, como é o caso da siderúrgica chinesa, que provavelmente deve começar a sua efetiva instalação ano que vem, o que implica em um investimento de R$ 5 bilhões de dólares”, disse Brandão.

“Temos também o gigantesco investimento na refinaria, o único projeto que o Governo Federal tem para ser construído atualmente, fruto da essencial parceria entre China e Irã, cotado em 120 bilhões de dólares, que consiste em cerca de três plantas para a construção de polos de refinamento, que visa a produção diária de 600 barris de petróleo”, acrescentou.

Uma teoria fortemente debatida durante o encontro, defendida pelo secretário de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, Simplício Araújo, é a de que o Brasil está vivendo um momento muito especial para a sua economia.

“Apesar da recessão, da crise política e da incerteza, temos a chance de recuperar a capacidade de crescer, de forma muito mais sustentável, com uma melhor governança pública”, disse.

Na visão de Carlos Silveira, CEO da Peróxidos do Brasil, a construção de uma nova unidade no Maranhão com a tecnologia myH2O2 para servir à Suzano Papel Celulose significa implantar no Estado uma tecnologia que já é realidade em outras partes do mundo. “Estamos levando para o Maranhão o que há de melhor em uma nova tecnologia que permite uma simplificação completa diante da tecnologia convencional”, assegurou.

Ele também explicou aos ouvintes que Suzano e Peróxidos defendem uma tecnologia que pretende acompanhar passo a passo um crescimento muito maior de produção, algo na escala de dez vezes mais do que já é produzido.

Além de Silveira, também foram ouvidos Walter Schalka, diretor presidente da Suzano Papel e Celulose, Jean-Lierre Lapage, membro do Conselho gestor da Peróxidos do Brasil e Georges Crauser, presidente mundial da GBU Peróxidos da Silva.

Economia e contexto nacional

 

Convidado para participar das discussões sobre a economia nacional, o economista José Roberto Mendonça de Barros, articulista do jornal O Estado de S. Paulo e sócio fundador da MB Associados, também foi otimista. “Estamos deixando a recessão para trás”, afirmou.

Um ponto alto para o Maranhão é que além da agricultura, vocação natural do Estado, a celulose, a mineração, o petróleo e as exportações devem resultar, segundo o economista, em um crescimento já esperado e apostado pelo mercado interno e externo que resultará na melhoria do seu consumo.

Sinal de que o Maranhão tem ganhado cada vez mais destaque e ampliado possibilidades de investimento. A estratégia principal, segundo Carlos Brandão, é abrir as portas para investidores.

O que é peróxido de hidrogênio?

O peróxido de hidrogênio é um insumo químico com larga aplicação em diversos mercados, com destaque para indústria de celulose e papel. É empregado na etapa de branqueamento da pasta de celulose.