Economia do Maranhão é a 4ª que mais cresce no Brasil, diz IBGE

O Maranhão teve o quarto maior aumento do PIB entre todos os Estados brasileiros em 2017, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 5,3%. O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de riquezas de um país, Estado ou cidade.

À frente do Maranhão, só ficaram Rondônia (5,4%), Piauí (7,7%) e Mato Grosso (12,1%). No Nordeste, o Maranhão teve a segunda maior alta do PIB em 2017.

O IBGE ainda não calculou os dados de 2018. Os PIBs estaduais são divulgados dois anos depois devido à complexidade da tabulação.

O desempenho da economia maranhense também ficou bem acima da média nacional, que cresceu 1,3%.

O principal setor que puxou para cima o PIB maranhense foi a agricultura.

Análise

Em entrevista coletiva no Auditório do Palácio dos Leões, o governo do Maranhão detalhou os números do IBGE. Participaram o secretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), Rodrigo Lago, o secretário de Programas Estratégicos, Luis Fernando, o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, e o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Sociais do Maranhão (Imesc), Dionatan Carvalho.

A variação real positiva de 5,3%, alcançou o montante de R$ 89,524 bilhões. O PIB é uma espécie de termômetro do crescimento econômico.

Para o secretário Luis Fernando Silva, as políticas atualmente implementadas pelo Governo do Maranhão em áreas como agricultura familiar, redução de impostos sobre produtos agrícolas, saúde, segurança, educação e infraestrutura, tiveram grande influência.

O mesmo pode ser dito da transferência direta de renda ao cidadão, juntamente com a manutenção de uma taxa de investimento superior a 10% das receitas arrecadadas.

“Essas políticas não só atenuam os efeitos negativos da recessão nacional sobre a economia estadual, como também estimulam a atração de investimentos privados que contribuíram para o crescimento maranhense em 2017 num patamar proporcionalmente bem maior do que o registrado na média do Brasil e na própria região Nordeste”, afirmou o secretário de Programas Estratégicos. O PIB do Nordeste cresceu 1,6% em 2017.

“As políticas anticíclicas do governo Flávio Dino criaram, portanto, as condições para que a economia maranhense se sobressaísse em termos de crescimento, apesar de uma conjuntura econômica nacional desfavorável”, acrescentou o secretário.

Série histórica

O presidente do Imesc, Dionatan Silva Carvalho, analisou a evolução do PIB maranhense na série histórica, a partir de 2010.  “Em termos de crescimento do PIB, num ambiente nacional recessivo, o resultado do estado significa considerável avanço. Na região Nordeste, o Estado foi o 4º maior PIB, com 9,4% de contribuição na formação do PIB regional”, explicou.

“Os números são ruins para o país, mas no Maranhão tivemos resultados significativos, provando que no estado houve um ambiente diferenciado do restante do Brasil, para esses números serem positivos”, destacou o secretário de Comunicação, Rodrigo Lago.

Para Simplício Araújo, o índice mostra que não há agronegócio sem fomento da indústria e não há crescimento sem a dissolução dos gargalos empresariais.

“Fortalece um trabalho iniciado em 2015, onde focamos na reconstrução de um arcabouço de peças jurídicas, que dão garantia e segurança às pessoas que querem investir no Maranhão. Além de uma mudança na dinâmica do ambiente de negócios, tornando-o extremamente republicano, democrático, respeitoso, de forma a contribuir com os investimentos privados”, frisou.

Setores

O IBGE e o Imesc também divulgaram a contribuição que os três setores de atividade tiveram na economia maranhense em 2017 – primário, secundário e terciário. O último, que inclui comércio e serviços, alcançou 73,5% de representatividade.

O setor secundário participou com 17,% na formação do PIB estadual. O setor primário, que participa na formação do PIB de 2017 com 9,5%, teve o expressivo crescimento de 77,1% em relação ao ano anterior.

Com o objetivo de combater os efeitos da crise nacional sobre o Maranhão, o governo Flávio Dino tem implementado desde 2015 políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais, com programas e ações de inclusão socioprodutiva, o que contribuiu decisivamente para o crescimento do PIB em 2017.

Os investimentos realizados nas áreas de Agricultura Familiar, redução de impostos de produtos agrícolas, Desenvolvimento Social, Saúde, Educação e Cultura, Habitação, Infraestrutura e Segurança Pública, por exemplo, já somaram quase R$ 2 bilhões injetados na economia maranhense até o presente momento.

Quanto ao bom desempenho do setor agropecuário, divulgado pelo IBGE, mencionam-se, também, como importante parcela de contribuição do Governo do Estado, a criação do Sistema Estadual de Abastecimento (SEPAB), fruto do Programa Mais Produção, que ampliou a assistência técnica para os agricultores maranhenses, além da distribuição de sementes;  equipamentos agrícolas; equipamentos de irrigação; e da distribuição de Patrulhas Agrícolas mecanizadas para os municípios com foco na agricultura familiar.

Redução de imposto

No âmbito fiscal, o Governo do Maranhão adotou, em 2017, mais uma medida que favoreceu o setor primário, por meio da redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS para produtores de grãos. Com o decreto, reduziu-se de 12% para 2% a alíquota de ICMS para operações realizadas por produtores de soja, milho, milheto, arroz e sorgo, principais grãos produzidos no Estado.

Outra medida importante naquele ano, foi a de atração de investimentos para o Estado, política esta que vem contribuindo para a geração e manutenção de empregos formais.