Em meio a disputa global, Maranhão recebe mais de 250 respiradores em menos de um mês

Publicado em 10 de maio de 2020.

Em três semanas, o Maranhão conseguiu trazer ao Maranhão 255 unidades de um equipamento que vem sendo disputado intensamente em todo o planeta. São os respiradores, essenciais para equipar UTIs e salvar vidas de pacientes com coronavírus.

O aparelho é usado quando o paciente está com insuficiência respiratória. Funciona assim: o equipamento controla a pressão do ar para dentro dos pulmões, garantindo a chamada troca gasosa.

Em geral, o ventilador é colocado na boca, e o tubo vai até a traqueia. Não é um tratamento, e sim um instrumento para o paciente respirar enquanto ele está com os pulmões comprometidos.

“Tem sido cada vez mais difícil obter tais equipamentos. Temos hoje um parque hospitalar que já comporta cerca de 800 respiradores, entre os que já tínhamos e os novos que estamos incorporando. Ainda temos novas compras que devem chegar nas próximas semanas”, afirma o governador Flávio Dino.

Três cargas

A primeira carga de respiradores chegou no dia 14 de abril a São Luís, com grande repercussão nacional, já que está sendo muito difícil conseguir esses aparelhos. Eles foram comprados no exterior em parceria com empresas que atuam no Maranhão, por meio da Secretária de Indústria, Comércio e Energia (Seinc). Foram 107 equipamentos.

Depois, o Estado recebeu mais 104 respiradores, sendo 80 comprados na China com as doações da classe empresarial do estado e 24 aparelhos modelo IX5, dos 68 adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde.

Esses aparelhos haviam sido requisitados pelo Governo Federal e foram devolvidos ao Maranhão por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na quinta (7), veio a mais recente carga, com os 44 restantes desse lote comprado pela Secretaria da Saúde.

O Governo do Maranhão está, neste momento, lançando esforços para comprar mais respiradores, na medida em que vai aumentando o número de leitos na rede pública estadual para atender casos de Covid-19.

Desde então, foram mais duas cargas, a última nessa última quinta-feira, 7 de maio.