Seinc pede criação de pauta para saída de bovinos e subprodutos do Maranhão visando proteger empregos e indústria maranhense

Publicado em 15 de julho de 2020.

O Secretario estadual de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, solicitou ao Secretário de Fazenda, Marcellus Alves a criação de uma pauta de cobrança para a saída de bovinos vivos para outros estados e também a cobrança de subprodutos de bovinos abatidos no Maranhão, como sebo in natura e processado.

O pedido foi embasado na pratica existente nos demais estados, especialmente os que tem uma cadeia produtiva de carne e subprodutos mais desenvolvida, uma vez que apenas o Maranhão não tem pauta de cobrança para a saída de boi vivo, o que afeta diretamente as indústrias maranhenses de abate e processamento de carne.

O Maranhão possui um parque fabril para abate e processamento de carne, inclusive com certificação para exportação, que está com utilização cinco vezes abaixo de sua capacidade, em virtude de nas negociações com as industrias haver cobrança da pauta, no entendimento da Seinc deve haver uma equidade no caso dos produtores preferirem vender o gado vivo para outros estados.

Outro ponto defendido pelo Secretário da Seinc, foi o estabelecimento de pauta de cobrança também para o sebo in natura e sebo processado, o sebo atualmente sai do Maranhão, as vezes sem registro, para abastecer industrias gigantes do setor de petroquímica, causando prejuízos ao parque fabril de produtos de limpeza instalados no Maranhão.

Para Simplício Araújo a produção maranhense, seja de carne ou mesmo de produtos de limpeza gera hoje mais de vinte mil empregos diretos no Maranhão e precisa de um olhar diferenciado sob pena de ser completamente desmontada nos próximos anos, principalmente sob os efeitos da pandemia do Covid-19.

“A indústria maranhense precisa contar com matérias primas também produzidas em nosso estado, não faz nenhum sentido virarmos fornecedores de mais commodities apenas, precisamos garantir que parte do plantel bovino e seus subprodutos abasteçam o mercado local, onde esses produtos agregarão mais valor e mais empregos à economia maranhense”, disse o Secretário Simplício Araújo.