Com capacidade de armazenamento de 5 bilhões de litros, Maranhão se consolida como HUB de combustíveis

Publicado em 14 de junho de 2021.

Terminal da combustíveis da Raízen, que já movimenta mais de 1 bilhão de litros/ano (Foto: Arthur Costa/Seinc).

O Maranhão se consolida como um importante Hub de distribuição de combustíveis do Brasil. Nos próximos meses essa capacidade pode chegar a mais de 6 bilhões de litros com ampliação e implantação de novos empreendimentos.

A Secretaria de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão (Seinc), responsável por coordenar os investimentos no setor de tancagem no estado, explica que os aportes estão sendo realizado tanto na área do Porto do Itaqui, quanto no seu entorno, além de outras regiões do estado.

De acordo com o secretário da pasta, Simplício Araújo, o estado tem capacidade para armazenar mais de 5 bilhões de litros de combustíveis atualmente, o que está consolidando o Maranhão como um dos principais hubs de combustíveis do país.

“Os investimentos na cadeia de graneis líquidos, a política de atração de investimentos e os trabalhos realizados no Porto do Itaqui mostram que estamos e vamos colher muitos frutos positivos desse trabalho, projetando o Maranhão como um dos principais hubs de combustíveis do país”, afirma o secretário.

Investimentos

O Maranhão conta com diversos investimentos na cadeia de combustíveis. Um deles é da empresa que implantou uma base de distribuição de combustíveis na retroárea do Porto do Itaqui e que começou a operar ainda em 2020. O empreendimento representa a maior base privada já construída e operada pela empresa – prevista para ser o ponto primário de importação de derivados e de exportação de etanol, interligando refinadores privados do Brasil e do exterior.

A partir do investimento na ordem de R$ 200 milhões, que contou com as tratativas do Governo do Estado, por meio da Seinc, a base tem 80.000m³ de capacidade de armazenagem, com movimentação de 1,5 bilhões/litros por ano.

A implantação da base faz parte da implantação do hub de combustíveis no Maranhão. No novo terminal, a capacidade de movimentação é de 1,5 bilhão de litros de combustíveis por ano e pode armazenar até 80 milhões de litros de gasolina A, Diesel S 10 e S500.

Além da Terminais Marítimos de Pernambuco (Temape), onde serão investidos R$ 200 milhões, também na capital; do Terminal Ultracargo Expansão (dentro da poligonal do Porto de Itaqui), com investimentos de R$ 242,3 milhões; e da PetroBahia, que assinou carta consulta para a aquisição de terreno para a implantação de uma unidade no Distrito Industrial de Balsas e a Green, distribuidora do grupo João Rolim que tem base em Caxias e também está ampliando base em Balsas. Essas empresas, que já atuam no mercado, pretendem atender aos estados que fazem parte da região do MATOPIBA, compreendida pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Projeção

Atualmente, o Itaqui concentra o maior volume de importações de gasolina e diesel e conta com uma localização favorável para importações da Europa e Golfo do México. Também tem uma localização estratégica para Norte e Nordeste, pois se conecta a ferrovias (Carajás/Norte-Sul) e está próximo ao Pará para atendimento hidroviário à região Norte.

O Porto e o distrito industrial já funcionam como um Hub de combustíveis ao garantir o armazenamento e funcionar como base de distribuição. Nos próximos anos, a tendência é dobrar essa capacidade. A intenção é ir além do Porto e abrir outras possibilidades para o setor empresarial a partir de uma rede de ferrovias e estradas conectadas.

De acordo com dados do relatório de estudos de mercados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na cadeia de graneis líquidos a demanda total prevista para derivados de petróleo para o horizonte de 2016 a 2060 possui taxa média de crescimento da ordem de 2,49%.

Apesar da previsão do maior crescimento da produção, existe ainda um déficit em relação à demanda, frisando a necessidade de importação de derivados nos próximos 10 anos.

Todos esses pontos apontam para o cenário favorável no Maranhão, sendo grande a procura por áreas para instalação de novos negócios no segmento.