Maranhão avança nas ações de adensamento da cadeia de suínos

Publicado em 27 de setembro de 2017.

O Maranhão tem avançado nos trabalhos em prol do adensamento de cadeias produtivas. Com a proposta de atrair mais investimentos, gerando valor agregado e combater o abate clandestino de animais, representantes de empresas e produtores de suínos no Maranhão, se reuniram nesta terça-feira (26), para debater ações de fortalecimento da cadeia de suínos no estado.

Durante a reunião, gestores das Secretarias de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), da Fazenda (Sefaz), Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), discutiram a alteração no Decreto Estadual 32.595, que libera a entrada no Maranhão de gado suíno vivo, desde que seja com destino a estabelecimento frigorifico devidamente cadastrado com Serviço Oficial de Inspeção Sanitária. A medida tornaria atrativa a construção de mais abatedouros licenciados, o que solidificaria um importante elo da cadeia de suínos, diminuindo o abate clandestino.

“Com os ajustes na cadeia de suínos e diálogo com os produtores, em breve, teremos uma produção que atenda o consumo interno e futuramente outros estados e até mesmo o exterior. Vamos continuar monitorando o setor, e discutindo mecanismos de apoio e desenvolvimento à produção”, destacou o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo.

Saborosa e nutritiva, a carne suína conquistou o mundo. É a proteína animal mais consumida mundialmente, por 42,9% das pessoas, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Brasil é o 4º maior produtor mundial de carne suína. Só no estado do Maranhão são 508.000 cabeças de suínos e uma taxa de 31.000 produtores cadastrados.

Atualmente, a cidade de Itapecuru possui o maior número de produtores cadastrados na Aged, com  a quantidade de um a 14 suínos por propriedade. Lehon Amorim, produtor da região, explica que a medida vai melhorar a qualidade da carne que chegará à mesa do consumidor. “Quando a gente conseguir trazer esse suíno que é abatido clandestinamente, que é vendido nas feiras, não só no supermercado, para o abatedouro oficial, a gente vai sanar muito os problemas. Eu acredito que estamos no caminho certo. O Estado tem dado uma contribuição muito importante para que a gente melhore”.

O Governo do Estado se comprometeu em avançar na fiscalização das barreiras sanitárias nas áreas fronteiriças e investir na assistência técnica aos produtores visando o melhoramento genético do rebanho e qualidade dos animais. “Essa medida terá impacto direto na sanidade da carne suína consumida e, consequentemente, na saúde da população maranhense, pois vai contribuir para a diminuição do abate clandestino. Assim como já foi feito em outras cadeias produtivas, medidas de desoneração fazem a diferença na produção agropecuária do nosso estado, que se torna cada vez mais competitiva”, disse o secretário da Sagrima, Marcio Honaiser.

Atualmente, estão sendo realizados cadastros de produtores em todo o estado. O Governo alerta, que todos os estabelecimentos de criação de suínos, deverão ser cadastrados pelas secretarias de agricultura ou órgãos de defesa sanitária, a fim de ter um maior controle sanitário sobre o produto.

“Estamos orientando os produtores, especialmente quanto a obrigatoriedade de toda e qualquer exploração pecuária ter o cadastro na Aged, e que para que ele possa transitar vivo, ter a Guia de Trânsito de Animais  – GTA. Com essas informações a gente consegue fazer com que o estado se torne livre da peste suína clássica e a rodar o comércio interno e externo desta cadeia produtiva, avaliou o Técnico da Aged, Lauro de Queiroz.