Governo discute incentivos para a produção de cachaça maranhense com entidades do setor

Publicado em 18 de janeiro de 2018.

Adensamento da cadeia produtiva da cachaça, regularização de produtores e estratégias para o fortalecimento do mercado de bebidas foram alguns dos temas discutidos na reunião de trabalho realizada pelo governador Flávio Dino nesta segunda-feira (15), no Palácio dos Leões.

Na ocasião, ele recebeu representantes do Sindicato de Bebidas (Sindibebidas), empresários e outras instituições do setor. Além da tradicional tiquira feita à base de mandioca, as cachaças de cana de açúcar são muito produzidas em diversas regiões do estado, segundo o presidente do Sindibebidas, Francisco Rocha. E também uma das primeiras iniciativas para profissionalizar e dar competitividade à produção local e à regularização de produtores.

“Nunca antes tivemos ações com encadeamento lógico, de modo a alcançar resultados no conjunto, seja para melhoria da qualidade ou da produtividade. E agora temos aqui a reunião de 20 instituições com o propósito de consolidar essa produção artesanal e estabelecermos metas de termos até o ano que vem 20 marcas de cachaças no mercado formal, vendidas em supermercados, conveniências, para que o consumidor possa acessar nossos produtos”, comentou Francisco Rocha.

Além de produtores, o projeto intitulado Cachaça Artesanal e Tiquira do Maranhão (Cartima) conta com a participação de instituições financeiras, universidades como a Estadual do Maranhão (Uema) e Instituto Federal do Maranhão (IFMA), entre outros.

Cadeia Produtiva da Cachaça

Ainda do governo estadual, participaram da reunião os secretários de Agricultura (Sagrima), Marcio Honaiser; de Turismo (Sectur), Diego Galdino; de Indústria e Comércio (Seinc), Simplício Araújo; e de Meio Ambiente (Sema), Marcelo Coelho. Eles contribuem com diferentes iniciativas para incremento da produção do setor.

José Lúcio Ferreira, presidente da ExpoCachaça, evento mineiro que é o maior divulgador do ramo no país, comentou as impressões das possibilidades maranhenses no ramo.

“Fiquei muito feliz de ter vindo de Belo Horizonte para cá porque uma coisa que a gente briga é para ter um produto de qualidade, mas para isso a gente precisa ter um mercado organizado e o aconteceu aqui foi exatamente começar com a forma correta, reunir todos os grandes produtores, instituições que são parte do mercado junto à iniciativa pública em prol do desenvolvimento”, comentou.

Também participaram da reunião, o Sistema Fiema, com representantes da Federação das Industrias do Maranhão (Fiema), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Senai e representantes de instituições financeiras como o Banco do Brasil.